Restringir terceirização precariza investimentos
Roberto Macedo
Roberto Macedo
16 de Março de 2017

A terceirização ao contratar trabalhadores é objeto de projetos de lei com perspectivas de votação brevemente no Congresso Nacional. Grande parte da discussão do assunto envolve a decisão de permitir também a terceirização de atividades-fim, além das atividades-meio em que já ocorre. Restrições às do primeiro tipo vêm da Justiça do Trabalho, que com suas cabeças à obra também arbitra o enquadramento nesses dois casos.


Opositores da terceirização sempre argumentam que ela leva à precarização do trabalho, não apenas salarialmente, como em outras condições. Mas essa precarização é apenas uma hipótese a ser avaliada em termos de sua lógica e de adequadas evidências a respeito.


Uma evidência tão difundida como enganosa é a de que os salários de terceirizados são menores do que os recebidos pelos que exercem atividades-fim. Mas não tem sentido comparar, por exemplo, remunerações de funcionários de uma agência bancária, como gerentes, atendentes e caixas, com os de terceirizados que cuidam de segurança e limpeza. O nível educacional exigido dos trabalhadores e as responsabilidades das ocupações exercidas são mais fortes no primeiro grupo, o que implica salários maiores que os do segundo.

Leia a ÍNTEGRA DO ARTIGO, publicado no jornal "O Estado de S. Paulo", em 16/03/2017 

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