"Quando foi que nos perdemos?", por Fabio Giambiagi
11 de Maio de 2016
Em "Conversa na Catedral", Vargas Llosa põe na mente de "Zavalita" u ma reflexão melancólica: "Desde a porta da 'Crónica', Santiago observa a Avenida Tacna: automóveis, prédios desiguais e insossos, esqueletos de avisos luminosos flutuando na névoa, ao meio-dia cinzento. Em que momento o Peru se ferrou?"

Quando foi que nos perdemos? Talvez os historiadores possam ter uma pista para entender os descaminhos do país na entrevista de 9/11/2005 de Dilma Rousseff ao Estado de S. Paulo, na qual tachou de "rudimentar" o plano de longo prazo que uma equipe do IPEA vinha desenvolvendo. A entrevista representou o sinal de que, no embate entre reformistas e o PT "hard", Lula tinha arbitrado em favor do último. Tudo o que veio depois resultou das escolhas feitas naquela época. Com essa definição, o Brasil selou os eu destino.

Leia a ÍNTEGRA do artigo, publicado no jornal "Valor Econômico", em 11/05/2016

(*) economista, coorganizador do livro "Economia Brasileira Contemporânea"

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