Políticas de Estado podem apontar saídas para a crise prisional
Aécio Neves
Aécio Neves
30 de Janeiro de 2017

A renúncia de alguns membros do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária ocorrida na última semana lançou luz sobre um antigo problema do país: a tentativa de transformar órgãos que deveriam ser de Estado em instâncias subordinadas a interesses de governos ou partidos.


O gesto contrasta com incompreensível silêncio nos anos anteriores, quando já era conhecida a crise no setor.


Nesse sentido, o Brasil só pode lamentar a ausência de uma ação igualmente vigorosa desses conselheiros que, por exemplo, tivesse denunciado o criminoso contingenciamento de recursos ocorrido nos governos anteriores e que privou o país de investimentos essenciais na área de segurança.


Basta dizer que, entre 2003 e 2015, foram executados apenas 24,3% dos recursos previstos no orçamento para o Fundo Penitenciário. Em 2016 a execução mais que dobrou, já com a nova sistemática adotada pelo atual governo.

Leia a ÍNTEGRA DO ARTIGO, publicado na "Folha de S.Paulo", em 30/01/2017 

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