"Pampulha, patrimônio mundial", por José Serra e Marcelo Calero
19 de Julho de 2016

Apesar dos momentos delicados de instabilidade política e securitária pelos quais passou a Turquia, o Comitê do Patrimônio Mundial da Unesco conseguiu concluir sua reunião em Istambul no último domingo (17). Na ocasião, tomou a decisão histórica de inscrever o Conjunto Moderno da Pampulha, em Belo Horizonte, na Lista do Patrimônio Mundial. Com a medida, o Brasil passa a ter 20 bens protegidos pela Unesco, 13 culturais e sete naturais, distribuídos por todo o país.


O conjunto foi idealizado no início dos anos 1940 por Juscelino Kubitschek, então prefeito da capital mineira. Projetadas por Oscar Niemeyer, as construções de estilo modernista em torno da lagoa da Pampulha tornaram-se referência e influenciaram toda a arquitetura brasileira, constituindo a primeira parceria de sucesso entre o arquiteto carioca e o político mineiro.


O entusiasmo e os desafios vivenciados na concepção da Pampulha serviram de laboratório para a construção de Brasília, anos depois.


Cartão postal de Belo Horizonte, o conjunto é formado pela Igreja de São Francisco de Assis, ou Igrejinha da Pampulha, o antigo cassino (atual Museu de Arte da Pampulha), a Casa do Baile (hoje Centro de Referência em Urbanismo, Arquitetura e Design) e o Iate Tênis Clube, importantes equipamentos de cultura e lazer para a população.

Leia a ÍNTEGRA DO ARTIGO, publicado no jornal "Folha de S.Paulo", em 19/07/2016

(*) José Serra é ministro das Relações Exteriores Foi senador (PSDB-SP), ministro da Saúde e do Planejamento e Orçamento (governo FHC), prefeito de São Paulo (2005-2006) e governador do Estado de São Paulo (2007-2010)
Marcelo Calero é ministro da Cultura. Diplomata, foi secretário municipal de Cultura do Rio de Janeiro (governo Eduardo Paes) 

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