O preço da crise e o parlamentarismo
Tasso Jereissati
Tasso Jereissati
13 de Julho de 2017

Não basta constatar a evidente falência do sistema político brasileiro. É preciso buscar as razões desta e apontar novos caminhos.


Entendo que o "presidencialismo de cooptação", que tem sido a marca de nossa história republicana, está na raiz do problema. Esse modelo, que se fortaleceu ao longo de décadas e hoje atinge o paroxismo, condiciona o grau de governabilidade de um presidente da República ao apoio de uma base parlamentar, cada vez mais exigente por cargos e favores.


Uma das distorções geradas por esse modelo é a quantidade de partidos que se formam com o fim exclusivo de abocanhar parte desse bolo, seja em termos de fundo partidário, seja em busca de espaço nos governos. Sem nenhuma identificação ideológica, amontoam-se em blocos parlamentares, em busca de nacos de poder em troca do seu apoio.


Para manter a governabilidade, ministérios, órgãos e estatais são entregues a partidos diversos, que muito raramente têm interesse em trabalhar em conjunto. A fragmentação e a descontinuidade das políticas públicas daí decorrentes geram ineficiência e desperdício, sem falar na ampla margem para corrupção decorrente dessa troca de favores e interesses.

Leia a ÍNTEGRA DO ARTIGO, publicado no jornal "Folha de S.Paulo", em 13/07/2017

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