O futuro do automóvel – desejos e realidade
José Goldemberg
José Goldemberg
16 de Outubro de 2017

Existe cerca de 1 bilhão de automóveis no mundo. Mais do que um meio de transporte, eles estão associados à ideia do livre-arbítrio e da liberdade: com eles podemos ir e vir livremente no momento em que decidimos fazê-lo, sem depender de horários e decisões de outras pessoas, com um mínimo de intervenção governamental nas áreas de sinalização e segurança.


Mais do que qualquer outro dos grandes desenvolvimentos tecnológicos do século 19, os automóveis mudaram a estrutura das nossas cidades, da ocupação territorial, com as estradas construídas para eles, e do uso dos recursos naturais. Cerca de um terço de toda a energia usada no mundo é utilizada nos transportes.


É pouco provável, portanto, que outros métodos de locomoção – por mais racionais que sejam sob certos pontos de vista –, como transporte coletivo ou uso de bicicletas, venham a substituir o transporte individual e até mesmo o prazer de dirigir. É por essa razão que o enorme esforço para produzir automóveis autônomos (sem motorista) parece ser mais um esforço de marketing do que um esforço genuíno para resolver os problemas atuais que afetam o tráfego nas grandes cidades.]

Leia a ÍNTEGRA DO ARTIGO, publicado no jornal "O Estado de S. Paulo", em 16/10/2017

Comentários