“Caminhos para o Brasil – a condição”, por Antonio Anastasia
05 de Janeiro de 2016
Todos queremos que 2016 seja um ano muito melhor do que o que passou. O brasileiro, felizmente, é um povo otimista e trabalhador e tem força, coragem e determinação para avançar. Mas o governo, é claro, precisa fazer sua parte. E é isso que temos cobrado com insistência.

O diagnóstico é o primeiro passo para um bom planejamento. Isso se aplica às grandes empresas - que constantemente avaliam suas estratégias, que conhecem seus pontos fortes e fracos, analisam a situação atual, preveem cenários - e também no dia a dia de cada um, conhecendo nossas fraquezas, limitações e potenciais. Tem que ser assim também na administração pública.

O atual Governo Federal, há um reconhecimento generalizado nesse sentido, não é muito afeito ao planejamento. Por isso, talvez, sempre que nós da oposição traçamos o diagnóstico do Brasil de hoje somos criticados e taxados de pessimistas. Alguns órgãos de imprensa, por sua vez, reproduzindo as críticas governistas sem fundamento, acusam a oposição de não ter um projeto para o Brasil, o que não é verdade.

Na última campanha presidencial o PSDB se reergueu. Durante mais de um ano o partido reuniu um time de diversos especialistas para pensar o Brasil. Ao mesmo tempo, tendo em vista ainda as grandes manifestações populares de 2013, buscou ouvir as vozes das ruas. Com um grande time, dialogamos, refletimos, analisamos. E o resultado disso foi a apresentação de um amplo programa de Governo apresentado àquela época pelo nosso candidato à Presidência, o senador Aécio Neves.A candidata oficial, que, ao contrário, infelizmente, não apresentou ao País um programa, acabou vencendo as eleições com o método e as práticas petistas. O resultado está aí. Um País que continua sem rumo e sem norte, sem projeto, sem saber para onde caminha.Incorrem em erro aqueles que dizem que o atual modelo adotado de ajuste fiscal é o mesmo que faria o PSDB se estivesse hoje no Governo. Isso não é verdade. E a principal diferença está aí. Trabalharíamos com planejamento, definindo perspectivas e etapas para chegarmos aos objetivos traçados, quais sejam, a melhoria dos serviços públicos, com a geração de oportunidades, empregos de qualidade e renda.

Nas próximas semanas, utilizarei esse espaço para aprofundar nossas ideias, as propostas que fizemos ao Brasil e que continuam sendo as que defendemos. Propostas para um País diferente que, com seriedade e responsabilidade, necessita passar por grandes reformas estruturais, a saber: a reforma política (a mãe de todas elas), a tributária, a dos serviços públicos, a da segurança pública e a da infraestrutura nacional.Tratam-se de questões nas quais acreditamos e pelas quais o PSDB trabalha e trabalhou nos governos que manteve. Quando insistimos na valorização do planejamento e de uma gestão pública profissionalizada e transparente, não se trata de uma figura retórica. Basta observarmos ao redor do mundo e veremos como os Países mais desenvolvidos não evoluíram por acaso. Passaram por etapas.

A despeito dos desafios e do cenário atual, acredito muito que o Brasil tem jeito sim se, com planejamento e com uma liderança capacitada e respeitada, for capaz de juntar todas as forças produtivas com que conta - e nossa potencialidade, reconhecidamente, é imensa - em prol de um objetivo comum: o desenvolvimento do País com a melhoria da qualidade de vida de todos os brasileiros.(*) Senador pelo PSDB-MG, foi governador de MinasArtigo publicado no jornal "Hoje em Dia", em 03/01/2016

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