Fatos alternativos abundam no debate da reforma da Previdência
João Manoel Pinho de Mello
João Manoel Pinho de Mello
04 de Março de 2017

Estão na moda os "fatos alternativos", expressão da sra. Conway para descrever sua versão sobre número de espectadores na cerimônia de posse de seu chefe, o presidente Trump.

Os fatos alternativos abundam no debate da reforma da Previdência. Mas primeiro os fatos, sem adjetivo.

O INSS (aposentadoria dos trabalhadores do setor privado) e grande parte da previdência dos servidores públicos se financiam por repartição. As contribuições de empresas e trabalhadores na ativa financiam os benefícios dos inativos (aposentados e pensionistas).

O resultado financeiro é a diferença entre contribuições e benefícios. É deficit o nome que se dá ao resultado financeiro quando os benefícios são maiores que as contribuições.

Em 2016, as contribuições de servidores públicos, trabalhadores privados e empresas ficaram R$ 264 bilhões aquém do que o governo gastou com pensões e aposentadorias. Em outras palavras: houve deficit de R$ 264 bilhões. Tanto a aposentadoria dos servidores como a dos trabalhadores do setor privado são deficitárias. Em ambos os casos, o resultado financeiro piora a cada ano desde pelo menos 2012.

Leia a ÍNTEGRA DO ARTIGO, publicado na "Folha de S.Paulo", em 04/03/2017 

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