“Pátria Educadora, Nota Zero”, pelo PSDB Mulher
19 de Janeiro de 2015

A informação de que nada menos do que meio milhão de estudantes brasileiros tiraram zero em redação na prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é estarrecedora, um verdadeiro pesadelo para uma nação que aposta em seu futuro.


E difícil acreditar que tantos jovens (cerca de 10% do total dos inscritos no exame) sejam incapazes de escrever algumas linhas e desenvolver um raciocínio com um mínimo de lógica. Porém, ao recordar que o Brasil é governado pelo PT há 12 anos, percebemos que tudo é possível, ate mesmo se alcançar uma marca tão aviltada como essa.


Desde a saída de Paulo Renato Souza do Ministério de Educação, em 2003, seus sucessores cometem seguidos equívocos na condução de políticas públicas que, apesar de divulgadas como a solução para melhorar a educação dada aos brasileirinhos, na prática a estão desconstruindo.


O que prevalece na gestão deles – assim como em todo governo petista – é a propaganda ufanista, maquiada por números delirantes que mostram um Brasil feliz, alegre e justo que só existe na propaganda oficial.


Quase toda a semana, a realidade cai sobre nossas cabeças com noticias, informações e dados inquestionáveis, como por exemplo, da eliminação de exatos 529.374 alunos no exame do Enem.


Ou, tão grave quanto, como o corte de 7 bilhões do orçamento do Ministério da Educação, a maior redução de gastos de todos os 39 ministérios revelando, também, que ela não é prioridade desse governo e que o slogan “Pátria Educadora” é muito mais marketing fantasioso do que realidade.


Não se pode imaginar que o slogan seja pra valer quando a prática a desmente dia a dia, até mesmo na escolha de um ministro que se notabilizou, nacionalmente, por meio da insólita frase em que afirmava que professor não precisa de salário porque sua profissão é uma vocação…


É preciso, no entanto, fazer justiça ao atual ministro da Educação: levar cerca de 10% dos inscritos do ENEM a tirar zero em redação não é obra de alguns dias ou de alguns meses.


É fruto, e resultado de falta de políticas publicas para educação, e o somatório de erros e equívocos cometidos ao longo dos últimos doze anos e que se revelam em momentos como esse.


Se fosse sério, esse governo teria a humildade de rever suas ações, na formulação e execução delas, convocaria a sociedade para discutir o assunto e, de verdade, construir uma Nação em que a Pátria seja realmente educadora de seus filhos e não mais uma frase de efeito de marketing oficial.


(*) texto elaborado pelo Secretariado Nacional da Mulher/PSDB

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