É tempo de ousar
Fernando Henrique Cardoso
Fernando Henrique Cardoso
03 de Outubro de 2016

A semana que ontem terminou foi pródiga em debates eleitorais. O mais significativo em termos globais foi o duelo Hillary Clinton versus Donald Trump. Entre nós, a multiplicidade de candidatos a prefeito é tanta e a fragmentação do eleitorado é tão grande que fica difícil até mesmo acompanhar o que dizem.


Vendo o debate americano, ficou claro que Trump quer ser o candidato do “contra tudo isso que está aí”, muito especialmente contra a globalização, e dos que não gostam dos imigrantes. Com jeito, Hillary mostrou, a quem tem olhos para ver, que a intolerância racial se junta ao blend de arrogância e beligerância do candidato republicano. Experiente e bem preparada, Hillary exibiu racionalmente suas qualidades como eventual “comandante em chefe” das Forças Armadas e chefe de Estado e de governo. Mostrou-se também mais comprometida com os valores da igualdade democrática. Uma estadista.


Com o olhar de alguém de fora e com formação universitária, a vitória de Hillary pareceria assegurada. Como político, contudo, sinto certa angústia: o marquetismo nas sociedades de massas, interligadas pelas TVs e pela mídia social, torna ainda mais imprevisível o comportamento do eleitor.

Leia a ÍNTEGRA DO ARTIGO, publicado no jornal "O Estado de S. Paulo", em 02/10/2016

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