É chegada a hora de pensar no longo prazo
Claudia Costin
Claudia Costin
26 de Agosto de 2016
Nesta semana, encerramos um ciclo inesperadamente animador da vida nacional, com a realização bem-sucedida dos Jogos Olímpicos e uma atuação bastante razoável dos nossos atletas. Precisávamos disso. Desde os debates que marcaram o início do processo do impeachment e a disfuncional polarização a ele associado, estávamos de mau humor e com certa paralisia institucional. Tudo mais havia saído de pauta, como se a questão central do país fosse a corrupção e, sendo isso muito difícil de eliminar, estaríamos destinados ao fracasso.

Passada a constatação de que somos capazes de organizar os Jogos e mesmo deixar um legado para a cidade do Rio de Janeiro, na forma de museus, revitalização do centro e complexos viários, parece ter chegado o momento de recolocar, agora em termos mais animados, outros temas na agenda.

E é neste momento que a convergência de dois eventos entra em cena: as discussões sobre um eventual impeachment e a campanha eleitoral. Nos dois, as discussões tendem a focar questões de curto prazo e avaliações políticas rasas. Não irão certamente focar o projeto de país que se quer construir.

Leia a ÍNTEGRA do artigo, publicado pelo jornal Folha de S. Paulo em 26 de agosto de 2016

Comentários