Demônios e reformas
Gustavo Franco
Gustavo Franco
26 de Março de 2017

O Brasil foi o país que mais cresceu em 1930-1980 e, em consequência, transformou em dogmas muitas das práticas daqueles anos, mesmo que sua utilidade fosse duvidosa ou conjuntural. A presunção era que nosso sucesso tinha origem em três pilares.


O primeiro era a busca da autossuficiência através da industrialização por substituição de importações, aumento dos “conteúdos nacionais” e o indefectível adensamento das cadeias produtivas.





O segundo era uma postura relaxada, meio malandra com relação aos temas fiscais e monetários, pela qual o Banco Central ficou adiado até 1964 e permaneceu capturado em seguida, enquanto a correção monetária “neutralizava” a inflação.


O terceiro era nossa suposta habilidade em manobrar tratamentos seletivos nas políticas públicas, tanto industrial como social, sempre “acertando” os vencedores e apoiando os perdedores. Era uma seletividade meio sem caráter. Nos anos 1980 essas premissas já estavam sob ataque, na esteira da percepção de que tínhamos diante de nós uma “década perdida”. O que não se imaginava era que íamos ficar estacionados ou esperneando durante as outras duas décadas a seguir.

Leia a ÍNTEGRA DO ARTIGO, publicado no jornal "O Estado de S. Paulo", em 26/03/2017 

Comentários