Comandante Máximo
Denis Ronsenfield
Denis Ronsenfield
19 de Setembro de 2016

Fidel Castro, ditador perpétuo dos cubanos, deve ter ficado louco de inveja dos promotores do Ministério Público Federal. Como podem eles ter tido a ousadia de lhe roubar o nome que tanto preza? Diria ele: comandante máximo não pode ter outro igual a mim! Posso ser amicíssimo de Lula, porém tudo tem limites!


Para Lula, parece que não. Não contente de haver sido eleito e reeleito presidente, acreditou ter sido o seu poder ungido por algum tipo de beneplácito absoluto, que lhe autorizava tudo fazer. Regras, leis e instituições deveriam estar simplesmente a seu serviço. 


Intitulou-se redentor dos pobres. Até esboçou a origem de um novo calendário, uma espécie de ano zero da História nacional, que deveria começar a ser contada de outra maneira. Seu adágio foi: “Nunca antes nesse país”. 


E assim foi. O Estado tornou-se mero instrumento de sua política, com o seu partido introduzindo-se em todos os poros de sua máquina. Nada deveria ficar imune à sua influência, nenhuma instância deveria ficar a salvo dessa sua nova crença. O que para uns seria crime, para ele se tornou mera forma de exercício do poder. 

Leia aqui a ÍNTEGRA DO ARTIGO, publicado no jornal "O Estado de S.Paulo" em 19/09/2016

(*) Professor de Filosofia da UFRGS 

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