"Vamos reagir ao autoritarismo", por Rogério Fernandes
28 de Janeiro de 2015

Os trabalhadores brasileiros estão sendo vítimas de um dos maiores assaltos aos seus direitos com as medidas adotadas pela presidente Dilma Rousseff. Justamente quando o desemprego começa a evoluir, com uma crise generalizada na indústria, o governo dificulta o acesso ao seguro-desemprego, ampliando para 18 meses o tempo de trabalho efetivo para requerer o benefício.


Pior ainda, em caso de morte de trabalhador ou trabalhadora aposentados, o pensionista está sendo saqueado em 50% do valor das pensões, sacrificando-os quando mais precisa de recursos, em sua velhice. Não satisfeita, a presidenta impediu o reajuste da tabela do imposto de renda pela  inflação anual de 6,5%, aplicando apenas 4,5%. Com isto, trabalhadores de pouco mais de um salário mínimo e meio e sem dependentes passarão a pagar imposto de renda.


Menos de um mês após assumir um novo mandato, em meio a todo tipo de denúncias de corrupção e uma verdadeira catástrofe na Petrobras, a presidenta joga no lixo o seu dito compromisso em acabar com a miséria no País. Ao contrário, estará ampliando-a, preparando terreno para políticas assistencialistas com foco nas eleições, como vem acontecendo no processo de sucessão dos governos petistas.


Os trabalhadores e a sociedade precisam reagir contra este crime contra os direitos conquistados, que estão sendo dilacerados por uma mandatária autoritária, que não ouve as representações sociais e aprofunda o medo de viver neste país caindo aos pedaços em suas estruturas de serviços públicos e ainda com o aprofundamento da violência urbana.


(*) Presidente do PSDB-Sindical de Minas Gerais

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