"Toda casa tem panela", por Marco Tebaldi
11 de Março de 2015

Novamente o PT quer dividir o país. Dilma e sua equipe de marqueteiros querem novamente criar uma atmosfera de segregação: de um lado, os burgueses insatisfeitos com o governo. De outro lado, os trabalhadores que estão ao lado de Dilma. Aí eu me pergunto: se a insatisfação é burguesa, por que não se ouviu o panelaço no luxuoso apartamento do ex-presidente Lula? Não é segredo nenhum que Lula – mentor dessa catástrofe chamada Dilma – seja um dos maiores burgueses do país, sempre cercado de banqueiros e empreiteiros envolvidos na Lava Jato.


Ora, não é preciso ir muito longe: nas últimas eleições para presidente, o nosso candidato Aécio Neves obteve 51 milhões de votos. Certamente não foram apenas os ricos do país que depositaram sua confiança em Aécio. Nesses milhões de votos, se encaixava o voto do operário, do caminhoneiro e do pedreiro. Também se encaixava o voto do brasileiro que trabalha no piso da fábrica das mesmas panelas que foram batidas em protesto. Também se encaixava o voto da empregada doméstica que sabe de cor e salteado onde estão as panelas da patroa. Os mais de 51 milhões de brasileiros que não se enganaram com Dilma e a grande maioria dos mais de 30 milhões de ausentes – e certamente arrependidos – pertencem a um Brasil diversificado, onde todos estão cientes das maldades que esse governo de fachada tem cometido contra o seu povo.


Faço um apelo para que você, leitor, não faça o jogo do marketing do PT. Essa é a nova estratégia do governo: fazer a população acreditar que a insatisfação é apenas uma birra dos mais ricos. Seja rico, seja pobre, todos pagam a conta de luz mais cara ou o combustível elevado. O alimento – que enche a panela que foi golpeada ou a que ficou no armário do conformismo – também aumentou.


No dia 15 de março, tenho certeza de que ricos e pobres; empregados e patrões; brasileiros de todos os estados e regiões; todos estarão nas ruas, porque estão insatisfeitos e não porque são ricos. E a presidente entenderá, de uma vez por todas, que quando se mexe no bolso do povo, não há marketing que dê jeito.


(*) deputado federal pelo PSDB-SC. Foi prefeito de Joinville entre 2002 e 2008. 

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