"Pelo fim do blecaute geral", por Rogério Marinho
05 de Março de 2015

Vendida para a população, principalmente a mais carente, como a mãe do PAC e a grande gerente da economia, a Presidente da República provou que não está e nunca esteve preparada para governar o Brasil. A nação de 200 milhões de habitantes encontra-se à deriva.




 As crises política, ética e econômica são de extrema gravidade. A economia entrou em recessão e a inflação voltou. A corrupção espalhou-se como uma metástase. As contas geradas com o total descontrole serão pagas por meio de um aumento geral dos impostos e não por cortes na gigante máquina governamental. A Presidente não tocará nos cerca de 30 mil cargos comissionados e nos 39 ministérios, preferiu invadir o bolso do trabalhador para pagar a farra e o descontrole de seu primeiro governo.


No setor de energia, o governo do PT cometeu todos os pecados possíveis. Deu no que deu: blecaute e racionamento seletivo. Dilma determinou preços de forma totalitária, tentando superar a lei da oferta e procura; não planejou adequadamente o setor; fez demagogia tarifária; não deu transparência sobre as necessidades do sistema elétrico; não ouviu os inúmeros técnicos responsáveis por diagnósticos que antecipavam a crise; não fez as obras adequadas e no tempo certo, a exemplo das linhas de transmissão para distribuir a energia produzida por Parques eólicos, térmicas e hidrelétricas; e descasou o planejamento e gerou um enorme prejuízo que já está sendo bancado pelos consumidores. Ainda, submeteu o setor à irracionalidade verde ao construir hidrelétricas a fio d’água, que irão gerar no máximo 35% da energia potencial em função dos regimes intermitentes de chuva; e também desmantelou o setor sucroalcooleiro, cerca de 80 usinas de cana-de-açúcar foram fechadas nos últimos anos.


A conclusão é inevitável: o governo Dilma foi um completo fracasso na condução da política do sistema elétrico. O resultado de tanta incompetência já começa a se fazer sentir no bolso do setor produtivo e dos consumidores com aumentos sucessivos no preço da energia, gerando mais inflação e recessão.


Na Petrobras, a má gestão e a corrupção são notórias na administração do PT. A estatal foi escolhida como o palco do maior escândalo de corrupção da história mundial. O dinheiro público sangrou sem dó na montagem de um esquema de sustentação de poder. Novamente o resultado é estarrecedor: o valor da empresa foi diminuído em seis vezes e a dívida da Petrobras atingiu a incrível marca de 300 bilhões. Empresas de auditoria contratadas pela própria Petrobrás estimam, preliminarmente, perdas no valor de 88 bilhões, só com desvios de recursos e superfaturamento.


O petróleo não sai dos noticiários e mostra que a corrupção é o próprio método de agir destes que nos governam. Como aconteceu no Mensalão, o PT expõe sem pudor sua solidariedade e admiração pelos que roubaram do povo para a manutenção do poder do partido. Um poder que foi conquistado pela mentira e pelo engodo. O partido demonstra sem vergonha toda a sua solidariedade e fraternidade de quadrilha. Agora vem a público afirmar que defende a Petrobras, certamente deles mesmos que são os seus maiores predadores. O Brasil de hoje está submetido a um absoluto blecaute moral. A euforia do pré-sal saiu de cena para dar vez à depressão do Petrolão.


Na recente campanha para a presidência, a então candidata Dilma e seu marqueteiro mentiram sem pudor para os eleitores brasileiros. Simplesmente, esconderam a realidade da crise econômica, da crise contábil e da crise energética. Pintaram uma realidade inexistente. Mentiram e repetiram a mentira até a exaustão. A campanha do PT acusou seus adversários de tudo que o partido e sua candidata praticam e praticaram no exercício do poder nacional. Foi o suficiente para ganhar, por pouco, as eleições.


Entretanto, a realidade foi implacável em desmentir a fantasia construída de forma sórdida. A indignação do povo a toda essa tramoia armada contra o país já se mostra nos índices de rejeição à gestão da Presidente. A tendência é aumentar o desgosto nacional. A população exigirá providências nas ruas e clamará por Brasil sem impunidade, com desenvolvimento saudável, próspero e livre do caminho totalitário que o PT impôs à nação. Nas ruas, clamará pelo fim da corrupção, pela democracia e pela esperança por dias melhores.


(*) deputado federal pelo PSDB-RN

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