"Ordem e Progresso? Aonde cara-pálida!", por Michel Minassa Jr.
20 de Abril de 2015
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No apanágio de sua existência, o Brasil, à revelia de seus concidadãos, depara-se com  indelével  mancha moral a  marcar definitivamente  sua secular  história.

Nódoa esta produzida a partir da investidura em função pública de agentes políticos despojados dos comezinhos compromissos que os levaram ao poder, estando hoje ao contrário, identificados tão-somente com  a conciliação de interesses pessoais e ilícitos, que fazem  a imagem do país, diminuída e desprestigiada no cenário internacional.

A prática disseminada de comprovados  atos escusos e de corrupção até então perpetrados  - já  sob o manto de adiantada investigação por parte da Policia Federal, Ministério Público Federal -  faz do brasileiro o retrato da desesperança, adornado de  tristeza e  desanimo acerca de seu futuro e o do país.

Como se tais fatos por si só não bastassem, vê-se o Brasil uma vez mais derrotado em suas expectativas desenvolvimentistas, estas tão decantadas, passando ainda pelo constrangimento de ter que compartilhar o júbilo de suas belezas e prodigalidades, com um espetáculo bufo e deprimente proporcionado por seus dirigentes, estes defendentes de interesses menores, que ora privilegiam  tão-somente a grupos instalados no poder, em detrimento do sacrificado povo.

Infausto é um país, que tem seus desígnios decididos pela “sapiência” de uma incompetente governante, enquanto em hospitais da rede pública faltam atendimento e medicamentos de custo baixo, restando comprometido o atendimento de urgência, consequentemente levando a óbitos, brasileiros de diferentes idades.

Funesto é um país, em que crianças ainda reviram lixo para sorver algum sustento, enquanto seus governantes ironicamente usam suas riquezas como subterfúgio para o desvio ilícito do erário público.

Tornou-se o Brasil cadafalso de um, dissimulado e vexatório governo - até então tutelado em suas perniciosas práticas por parte de um legislativo conivente, leniente e usurpador.

Devem, portanto, os agentes políticos ora protagonistas das insólitas e lamentáveis cenas em foco  na até então passiva rotina institucional do país -  por obrigação - fazer  credo à suas práticas políticas, o preconizado pela Constituição Federal em seu Art.1º, parágrafo único, “verbis”:  "Todo poder emana do povo, que o exerce por meio  de representantes eleitos...".

Assim, e por ser o verdadeiro responsável pelo destino da nação, merece o brasileiro, respeito, não devendo  suportar  a pífia  chicana política que tem dominado o seu dia-a-dia, colocando em risco a tranquilidade institucional que mediante  imensuráveis sacrifícios, tantos anos levou  para sedimentar.

Por derradeiro, cumpre relembrar aos nefelibatas que o brasileiro é por excelência esclarecido e, por conseguinte, formador de opinião razão pela qual, saberá  no momento oportuno, exercendo na plenitude sua  cidadania,  extirpar da vida pública os que traíram sua confiança e vilipendiaram sua dignidade,  desonrando  o  ORDEM E PROGRESSO  gravado na bandeira de seu país .

(*) Advogado e membro titular do Conselho Fiscal do Instituto Teotônio Vilela (ITV-PSDB)

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