"O futuro chegou", por Samuel Pessôa
14 de Setembro de 2015
A Standard & Poor's, empresa de classificação de risco de crédito, rebaixou a dívida soberana do Tesouro Brasileiro para grau especulativo. Se outra empresa de classificação nos rebaixar, diversos investidores institucionais terão que retirar os recursos do Brasil. O país sofre e sofrerá ainda mais com novas rodadas de desvalorização e inflação pressionada.

Ganhamos o grau de investimento em 2008 após década e meia de arrumação de casa. Seis anos da desastrosa nova matriz econômica, de 2009 até 2014, foram o suficiente. A vida é cheia de assimetrias!

Perdemos o grau de investimento pois a dinâmica da dívida pública, como proporção do PIB, é explosiva. Ou seja, a poupança que o governo faz entre receita e despesa não financeira, isto é, que exclui os juros, não consegue compensar o pagamento de juros.

A solvência do Tesouro depende da trajetória da relação dívida-PIB. O crescimento do numerador aumentou muito, pois o crescimento vegetativo da despesa deixou de ser compensado pelo crescimento da receita. O denominador parou de crescer pois a perda de eficiência promovida pela nova matriz econômica causou forte queda na capacidade de crescimento da economia.

Leia a ÍNTEGRA do artigo, publicado no jornal "Folha de S.Paulo", em 13/09/2015

(*) Formado em física, doutor em economia pela USP e pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da FGV

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