"Nova legislatura, novas lutas", por Solange Jurema
02 de Fevereiro de 2015

O começo de uma nova legislatura parlamentar é sempre uma oportunidade para renovar a esperança de um novo país, nascido das futuras decisões emanadas dos 81 senadores e 513 deputados federais que passam a integrar o Congresso Nacional.


A cada ano, a cada eleição nacional, arejam-se as ideias. As propostas e as visões que cada representante do povo traz das ruas, das lutas, das vitórias e derrotas de um pleito eleitoral reverberam nos plenários das duas Casas.


O PSDB-Mulher participou ativamente do processo eleitoral do ano passado, apresentou candidatas, apoiou tucanos, saiu às ruas com nossas bandeiras, com a coragem e o vigor de nossa militância.


Deu certo, a bancada feminina do PSDB na Câmara dos Deputados aumentou de três para cinco representantes, com a eleição de Geovânia de Sá  (SC), Mariana Carvalho (RO), Sheridan de Anchieta (RR) e a reeleição de Mara Gabrilli (SP) e Bruna Furlan (SP).


É uma conquista histórica, importante, porque o PSDB é um dos partidos com o maior números de mulheres na Câmara dos Deputados, além de ter a parlamentar com maior percentual de votos – Shéridan de Anchieta, com 14,95% dos votos válidos – e uma das mais jovens, Mariana Carvalho com 27 anos.


As nossas deputadas federais se juntarão a outras 46 parlamentares de outros partidos, uma representação feminina de cerca de 10% do total da Câmara dos Deputados, bem aquém do total de mulheres e eleitoras brasileiras, a maioria nos dois casos.


De qualquer modo, um avanço em relação à eleição anterior, quando as mulheres ocupavam apenas 45 das cadeiras da Casa.


No Senado, o quadro não é muito diferente. Foram eleitas cinco novas senadoras, que se juntarão às seis outras eleitas anteriormente para compor uma bancada que representa 13,6% dessa Casa – 11 no total de 81. No Senado, temos uma tucana.


É com esse time e com essa força que a bancada feminina no Congresso Nacional lutará para mudar a realidade da vida da mulher brasileira, com menos discriminação, preconceito e violência.


As eleitas trazem consigo a esperança de milhões de brasileiras e o reconhecimento para com as 8.210 mulheres que disputaram as eleições de outubro do ano passado – um acréscimo de 61% em relação ao pleito de 2010.


A cada eleição cresce o numero de mulheres candidatas e eleitas, mas precisamos fazer mais, estamos bem aquém de nossa presença na vida política, social e econômica do país – hoje, as brasileiras já respondem, sozinhas, por 40% dos lares do pais.


As leis eleitorais ajudaram nesse crescimento, impondo condições mais justas para a disputa; como a cota de 30% para vagas femininas, cumprida pela primeira vez por todos os partidos brasileiros no ano passado.


É para mudar isso, para refletir a realidade da mulher brasileira – maioria da população, do eleitorado, 45% da força produtiva – na vida parlamentar que o PSDB-Mulher se une à nossas representantes no Congresso Nacional para continuar essa luta.


Vamos propor leis mais rigorosas para combater a violência contra a mulher; vamos cobrar mais agilidade do Judiciário no julgamento dos processos; vamos lutar por mais creches; vamos lutar por uma legislação que amplie ainda mais nossa presença no Parlamento.


A luta é grande, a vontade maior.


Parabéns às tucanas que hoje tomam posse no Congresso Nacional!


*Solange Jurema é presidente do Secretariado Nacional da Mulher/PSDB

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