“PT, a fraude eleitoral”, por Thelma de Oliveira
09 de Fevereiro de 2015

Uma discussão política séria e consistente, que está sendo minimizada, é a fraude da representação politica do Partido dos Trabalhadores na Câmara dos Deputados, no Senado Federal e em todas as outras instituições politicas municipais e estaduais.


Fraude confirmada porque, à medida que se revelam novos dados, novas informações sobre o escândalo do “Petrolão” e suas somas bilhardarias, mais claro fica que os recursos desviados serviram para alimentar – formal ou informalmente – o PT, seus candidatos e aliados nas disputas eleitorais, depois que o “Mensalão” foi descoberto e desmontado.


Ou seja; o PT usou e abusou da ilegalidade, do dinheiro público roubado do Banco do Brasil, da ECT e da Petrobras, no assalto realizado aos cofres da maior estatal brasileira, nos últimos anos.


O raciocínio é simples: O Supremo Tribunal Federal (STF) comprovou o caminho que o dinheiro público desviado realizou das estatais até às campanhas eleitorais do PT nas eleições de 2002, 2004 e 2006.


Em todo o Brasil pipocaram casos e mais em casos de dinheiro público irrigando as campanhas eleitorais petistas, com o Caixa 2 do PT lavando o dinheiro roubado do povo brasileiro.


Descoberto o esquema de mensalões e mensaleiros, os petistas rapidamente o redirecionam para a maior empresa brasileira, que já chegou a valer 380 bilhões de reais e hoje vale menos da metade disso, depois da rapinagem cometida pelos indicados pelo PT para dirigir a empresa, ou melhor, para administrar os negócios do partido e a partilha entre os candidatos petistas.


Agora, com o “Petrolão” confirma-se que nas eleições de 2010, 2012 e 2014 as candidaturas petistas e de alguns aliados foram vitaminadas com o “dinheiroduto” da Petrobras, com o saque aos cofres da empresa brasileira de petróleo. A Petrobras deixou de ser nossa, do povo brasileiro, para ser deles, do PT.


Dessa maneira, o PT gradativamente elegeu um número maior de vereadores, de prefeitos, de deputados estaduais, de governadores, de senadores e de presidentes da República, sempre com candidaturas regadas a dinheiro sujo, desviado dos cofres públicos.


Na Câmara dos Deputados, o PT praticamente dobrou sua bancada entre as eleições de 1998 e 2002 – de 56 saltou para 91, a mesma em 2006 e 2010 – sempre com a presença de recursos públicos desviados do patrimônio do povo.


Em resumo, essa é a verdadeira história da representação política do PT no Parlamento nacional e nas outras instâncias de representação politica.


A reação já começou. Sem o “Petrolão” irrigando com tanta fartura as campanhas petistas, e com o povo ampliando sua desilusão com o partido, o desempenho em 2014 caiu, em relação às eleições anteriores.


O numero de deputados federais diminuiu de maneira expressiva, assim como diminuiu a quantidade absoluta de votos e, em pelo menos seis estados, o PT não elegeu um parlamentar sequer.


É apenas o começo do declínio de um partido que fraudou as eleições, enganou o povo e pilhou o Estado como nunca antes visto nesse país, quiçá no mundo.

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