“O preço da irresponsabilidade”, por Antonio Anastasia
13 de Agosto de 2015
Já não é novidade para ninguém que a falta de planejamento impossibilita a melhoria dos serviços públicos no Brasil. Tenho falado sobre isso e buscando insistentemente mudar de alguma forma essa realidade há anos. Enquanto estivemos no Governo de Minas, por exemplo, elaboramos um planejamento que englobava cenários e ações até 2030. Infelizmente, parte disso tem se perdido agora.

Durante o ano passado, no período eleitoral, o PSDB fez diversos alertas de como a irresponsabilidade com a coisa pública em nível federal poderia comprometer as contas, prejudicar a atração de investimentos e, com a incapacidade em gerar confiança, afugentar investidores. Naquela época o marketing petista tentou colocar em nós a pecha de pessimistas, quando, na realidade, buscávamos planejar os próximos passos para que a população não sofresse maiores consequências da insensatez com que a nossa economia vinha sendo conduzida.

Passada as eleições… O governo do PT aumentou os juros, retirou benefícios das empresas e dos trabalhadores. Lamentavelmente, os resultados agora são sentidos pelos próprios brasileiros. A inflação chega perto dos dois dígitos, o dólar atinge o maior valor dos últimos 12 anos. E, o pior de toda essa situação, o desemprego começa a bater na porta do trabalhador.

Como governador de Minas, todos se lembram, coloquei como meta número 1 gerar empregos dequalidade. Por causa de uma política ousada de nosso Governo, conseguimos atrair empresas para o Estado que agregassem valor aos nossos produtos. Apesar das dificuldades pelas quais o País já passava, tratada pelo Governo Federal como ‘marolinha’, atraímos importantes indústrias para todas as regiões. Pensando no futuro, criamos o SEED para desenvolver em Minas empresas-sementes de tecnologia que em médio e longo prazos dariam importantes frutos. Pena que esse projeto não teve continuidade.

Agora, empresas importantes que sempre apoiamos, passam dificuldades, caso, em Sete Lagoas, por exemplo, da fábrica de blindados da Iveco.

Dados divulgados esta semana pelo IBGE nos deixam em alerta. A produção industrial brasileira teve queda de 3,2% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o resultado também já não fora positivo. No ano, o recuo já chega a 6,3%. É o pior resultado desde 2009.

O que fazer?

Já não dá mais para o Governo fingir que o problema não é com ele, culpar qualquer suposta crise internacional que nesse momento não existe. Segundo relatório recente do Fundo Monetário Internacional (FMI), o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil deve ter queda de 1%, enquanto a economia mundial deve se expandir em 3,5%. Estamos na contramão.

Não queremos esse clima de ‘eu disse, não disse?!’. A hora é de responsabilidade. Colocar os pés no chão,passado, quando o resultado também já não fora positivo. No ano, o recuo já chega a 6,3%. É o pior resultado desde 2009.

O que fazer?

Já não dá mais para o Governo fingir que o problema não é com ele, culpar qualquer suposta crise internacional que nesse momento não existe. Segundo relatório recente do Fundo Monetário Internacional (FMI), o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil deve ter queda de 1%, enquanto a economia mundial deve se expandir em 3,5%. Estamos na contramão.

Não queremos esse clima de ‘eu disse, não disse?!’. A hora é de responsabilidade. Colocar os pés no chão, diminuir os gastos com a máquina pública, garantir investimentos, recuperar a confiança dos investidores brasileiros e internacionais, fazer voltar a girar a roda da economia com a retomada da nossa industrialização. E, essencialmente, nesse momento de dificuldade, garantir empregos, não somente para incentivar o consumo, mas para buscar ao menos manter o padrão de vida do brasileiro, conquista dos últimos 20 anos de suor e trabalho que a irresponsabilidade não pode fazer ruir.

(*) Senador pelo PSDB-MG

Artigo publicado no jornal Hoje em Dia, em 09/08/2015

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