“O jeito petista de governar – ou de acabar com a máquina pública”, por Solange Jurema
12 de Agosto de 2015
A criação da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) em 2000, no governo de Fernando Henrique Cardoso, foi um marco na administração pública e uma garantia para o cidadão brasileiro contra governantes que usavam e abusavam do dinheiro público para realizar suas maracutaias.

Passados 15 anos, pelo menos três gestores petistas mostram ter conseguido praticamente arruinar as contas das administrações sob sua responsabilidade, comprometendo a qualidade do serviço público, driblando a LRF.

Refiro-me aqui ao governo federal de Lula/ Dilma Rousseff e às gestões estaduais de Tarso Genro, no Rio Grande do Sul, e de Agnelo Queiroz, no Distrito Federal.

Esses quatro supostos “administradores da coisa pública” herdaram governos saneados, em boas condições econômicas. Dois deles entregues por gestões tucanas, nos casos de Fernando Henrique, no Brasil e Yeda Crusius no Rio Grande do Sul, e um com grande participação do PSDB, caso de Maria de Lourdes Abadia, no Distrito Federal.

A dupla Lula/Dilma Rousseff surfou na esteira do sucesso da administração de Fernando Henrique, com a criação do real, a estabilização da moeda, o fim da inflação enfim, a sistematização dos programas sociais, enfim, todas as pré-condições para a expansão do país.

Já o gaúcho Tarso Genro recebeu da tucana Yeda Crusius um governo com R$ 3,6 bilhões no caixa do estado, depois de quatro anos de uma gestão que transformou um déficit histórico e crônico de R$ 2 bilhões em um superávit que o petista estraçalhou em quatro anos.

Em Brasília, a gestão de Maria de Lourdes Abadia repassou a seu sucessor um caixa consolidado, com as contas em dia que, quatro anos depois, se transformou numa catástrofe de administração pública nas mãos de Agnelo Queiroz.

Nos três casos, a política é a mesma: inchamento do funcionalismo público para garantir emprego à militância e o consequente aparelhamento da máquina pública; o gasto em obras desnecessárias e sempre suspeitas; a quebra das regras básicas da Lei de Responsabilidade Fiscal, comprometendo o recurso público e a qualidade do serviço prestado à população.

Para fugir da LRF, Dilma Rousseff inventou as já tristemente famosas “pedaladas fiscais”, ação que está sendo julgada pelo Tribunal de Contas da União. Tarso Genro se mudou para o Rio de Janeiro como se nada tivesse a ver com a atual crise econômico-financeira do estado que governou. E Agnelo Queiroz responde a quase uma dezena de processos no Tribunal de Contas e no Ministério Público por improbidade administrativa.

A Justiça e o povo vão mudar isso e responsabilizá-los pelos crimes cometidos contra a população que, infelizmente, é quem paga a conta. No Brasil, no Rio Grande do Sul e em Brasília.

O julgamento popular tem data marcada: começa nas eleições municipais de 2016.

Vamos nos organizar e denunciar a péssima prática administrativa e política petista, que dilapida o patrimônio público.

(*) Presidente Nacional do PSDB-Mulher

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