“Missão cumprida”, por Arthur Virgílio
28 de Outubro de 2014

Agradeço a Manaus, com imenso amor, pelo belíssimo resultado concedido ao candidato Aécio Neves. Foram 408364 votos, correspondentes a cerca de 44% dos votos válidos. Quase metade da cidade. No interior, por variadas razões, as coisas se passaram de modo diverso. De lá vieram 147 mil (22%), contra 508 mil votos (78%) de sua adversária.


Fizemos uma campanha bonita, leve, afetuosa e programática. Aécio arrebatou Manaus. Aplaudido até pelos que deram ouvidos ao jogo baixo utilizado pelas forças que aparelharam o estado brasileiro: “ele vai acabar com o Bolsa Família”, “vai acabar com a Zona Franca”, “vai acabar com o Pro-Uni”. A contrapartida a isso era a defesa das propostas que nosso candidato apresentava diariamente, com raciocínio lógico e fala clara, inteligível, consistente.
Participamos, com determinação, da campanha de reeleição do governador José Melo que, no primeiro turno, perdeu no interior, mas logrou empatar com seu forte adversário, nos números finais, em função da vitória (40% a 37%) conquistada em Manaus. No segundo turno o fenômeno foi ainda mais gritante: no interior, Braga perdeu por apenas 6 mil votos. Na capital, o resultado lhe foi desfavorável por 167 mil votos. No total, vitória de José Melo por 173 mil votos de frente.


Agradeço a Manaus por isso. Afinal, a opinião manifestada sobre Aécio e Melo foi bem eloquente. Ao primeiro, deu as boas vindas, que frutificarão brilhantemente em embates futuros. Ao segundo, assegurou a vitória com números elásticos, autorizando o prosseguimento da cooperação estreita entre a Prefeitura e o Governo, que rendeu bons frutos na convivência com Omar Aziz e haverá de ser intensificada na coabitação com José Melo.


Foi, enfim, uma bela festa democrática, sobretudo pela polarização nacional. O PSDB e seus aliados têm agora o líder que lhes faltava. E esse líder dimensionou seu nome e suas ideias por todo o país, de norte a sul, em muitas dezenas de milhões de corações.


Há quem ganhe perdendo; espero, como brasileiro, que não venha a ser esse o caso da Presidente reeleita. Há quem perca ganhando; tenho certeza de que foi esse o caso de Aécio. Há quem perca perdendo; foi, sem dúvida, o caso de Eduardo Braga. Em 2010, ele trabalhou para liquidar minha carreira pública e o conteúdo deste post prova o contrário. Os 251 mil votos do deputado Arthur Bisneto, vinculados a Melo, desequilibraram o quadro do primeiro turno, com reflexos no segundo.


Eduardo haverá de encontrar paz em seu coração, meditando sobre a sentença de Ronaldo Cunha Lima: “em política, ninguém mata, ninguém morre”. Eu não morri. Assim como nunca pretendi eliminar ninguém. Combato duramente, porém aceito a diversidade, admiro os adversários leais, procuro sempre respeitar as opiniões alheias.


Parabéns Melo. Estou de pé para trabalhar por Manaus ao seu lado.


Parabéns Aécio. O futuro é seu e da nação que merece alguém do seu porte para conduzi-la, respeita-la e lhe garantir um destino brilhante.


(*) Arthur Virgílio é prefeito de Manaus

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