“Falta de coerência de Dilma, melhor para o Brasil”, por Alberto Goldman
01 de Dezembro de 2014

Felizmente para o nosso País, Dilma não tem coerência, e a nova equipe econômica anunciada para o seu novo mandato, “governo novo, ideias novas” repete, sem qualquer diferença, o que Aécio Neves disse que faria, e o que ela disse que não faria para não provocar desemprego, para não tirar a comida da mesa do trabalhador e para não destruir os bancos públicos: contenção da dívida pública bruta, corte de gastos sem afetar os programas sociais, superávit nas contas públicas sem mandrakaria, isto é, sem “contabilidade criativa”, paralisação das transferências de recursos da União para os bancos públicos incentivando novos investimentos através do mercado de capitais.


Se no código penal existisse a figura do estelionato moral, ela seria inapelavelmente processada e condenada. Não há. Só sobra o julgamento popular.


A nova equipe anuncia reformas na política econômica, mais do que isso, promoverá um desmanche da política Dilma/Mântega. O modelo fracassou e a presidente, seu ministro e o PT fracassaram. Quem venceu as eleições, numericamente, pela ampla maioria de votos entre o povo que tem sua subsistência dependente de bolsas governamentais, e presidirá a República foi Dilma Rousseff, mas quem venceu a parada sobre a política que deve dirigir o País nos próximos anos foi Aécio Neves. Coisas da democracia brasileira.


Para a nova equipe a manutenção das políticas sociais depende do sucesso das políticas de estabilização, de investimentos e de crescimento econômico, exatamente o que a oposição dizia insistentemente. Dilma, como qualquer cidadão de mediana cultura e informação, já sabia. Mas o interesse eleitoral a levou a atacar ferozmente aqueles que defendiam as mudanças que agora ela promove, como essenciais para o avanço social.


Se tivesse caráter, ao menos reconheceria o que a sua campanha trouxe de mentiras e desinformação. É pedir demais, não é?


Melhor assim para o País. Abre-se uma perspectiva de superarmos a crise econômica em que vivemos, desde que o que os novos dirigentes tenham as condições reais de realizar a política exposta. Terão? O futuro dirá.


Quanto a ela e seu partido, o povo que diga.

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