"Desgoverno e o nocaute da economia", por Nilson Leitão
24 de Agosto de 2015
O pecado capital da economia brasileira tem origem na maneira irresponsável com que Dilma vem conduzindo o país desde que passou a ocupar o Palácio do Planalto. É óbvio que a boa governança é fundamental para o crescimento econômico de uma Nação. Em nenhum momento, no entanto, essa regra universal foi o objetivo da presidente.

A política de ganhos pessoais, de barganhas, ou de realizações irrelevantes atingiu de forma mortal a atividade produtiva levando, por exemplo, ao sucateamento da indústria. Com o golpe, primeiro, o país parou de crescer e, agora, começa a entrar em recessão. O resultado do cenário criado por Dilma não poderia ser outro senão uma piora substancial em todos os índices de desenvolvimento, rombo nas contas públicas, inflação descontrolada e desemprego crescente, além de um forte temor entre a população, um verdadeiro pânico, em relação ao que pode acontecer no futuro.

A presidente nunca fez o que se espera de qualquer governante minimamente sério e competente. É impossível apontar um momento sequer em que ela criou condições adequadas para atender ao interesse público. Aliás, Dilma prestou um inestimável serviço para a Nação ao colaborar, com sua inabilidade, para revelar as falcatruas cometidas pelo seu antecessor, o ex-presidente Lula.

No lugar de buscar um ambiente de conciliação nacional, ela apostou na divisão entre os brasileiros com o vergonhoso “nós e eles”. A jogada de contrapor uns aos outros, no entanto, fez água e acabou – para seu desespero – unindo o país. Pelo que se viu da magnitude das manifestações populares e dos baixíssimos índices de popularidade de Dilma, o que lhe rendeu o desonroso título de o pior governante da história do país, o brasileiro mostrou que se cansou dela. Ninguém aguenta mais o fardo que Dilma representa para o Brasil.

Corrupção, escândalos intermináveis, estelionato eleitoral, pedaladas fiscais ao mesmo tempo em que afrontam a dignidade de todos, são determinantes para lançar a economia no mais profundo abismo. Não há como imaginar nesse cenário uma retomada do crescimento.

Pelo contrário, com rara incapacidade para o cargo, gestão aventureira e vale-tudo para se manter no poder, a cada dia que passa a crise se aprofunda. Estamos ameaçados de passar dois anos seguidos em recessão econômica, ou seja, seria o primeiro biênio de retrocesso em 85 anos. Isso significa mais sacrifício para a população.

Enquanto isso, a presidente continua fazendo maldades. Só para citar um caso mais recente, para cobrir o rombo da corrupção petista, ela mandou vender pelo menos 25% da BR Distribuidora. Com um dos votos contrários à proposta, Deyvid Bacelar, conselheiro que representa os funcionários da Petrobras, alertou que, no lugar de abrir o capital da empresa, principalmente quando o mercado está em baixa, a decisão mais acertada seria melhorar a sua governança ou buscar novas parcerias.

Como a instabilidade política só aumenta e a confiança no governo despenca vertiginosamente, está claro que a presidente não é a pessoa certa para comandar uma virada que dê a mínima chance para que o país possa sair do buraco em que ela nos meteu. Enfim, o desgoverno levou ao caos econômico e exige uma solução sem demora de salvação nacional, mas sem Dilma.

(*) deputado federal (MT) e vice-líder do PSDB.

Artigo publicado no Portal do PSDB na Câmara

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