Armas nucleares - seu papel no século 21
José Goldemberg
José Goldemberg
18 de Setembro de 2017

Existem hoje nove países que possuem armas nucleares, cinco dos quais são as grandes potências Estados Unidos, Rússia, Inglaterra, França e China, que as desenvolveram antes de 1970.


O Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), assinado em 1968, tentou evitar que artefatos nucleares se disseminassem pelo mundo e agravassem os problemas criados por essas armas de destruição em massa. O TNP não evitou que Israel desenvolvesse esse armamento, bem como a Índia, em 1974, e o Paquistão, em 1998. A Coreia do Norte é, agora, o último país a integrar a lista dessas nações, o que tem criado problemas que ameaçam a paz mundial.


Outros países tentaram desenvolver armas nucleares, principalmente, entre eles, Líbia, Iraque e Irã, mas foram constrangidos, de uma forma ou de outra, a abandonar esses projetos. Apenas a África do Sul, ainda sob o regime do apartheid, desenvolveu e testou armas nucleares, mas renunciou voluntariamente à sua posse e destruiu seu estoque de armas em 1991, antes da ascensão de Mandela ao poder.


As razões pelas quais isso ocorreu foram recentemente objeto de uma interessante entrevista do ex-presidente da África do Sul Frederik W. de Klerk. Disse ele que, antes de se tornar presidente, considerava impensável usar essas armas contra populações civis. Declarou, também, que os conflitos da África do Sul, tanto internos quanto externos, eram do tipo guerrilha, e o uso de armas nucleares não fazia sentido e só trazia custos e poucos benefícios para o país.

Leia a ÍNTEGRA do artigo, publicado no jornal "O Estado de S. Paulo", em 18/09/2017

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