A lição da Paraolimpíada
Mara Gabrilli
Mara Gabrilli
21 de Setembro de 2016

Aos sete anos, Tao Zheng sofreu um choque elétrico e perdeu os dois braços. Nascido em Kunming, na China, passou 13 anos sem saber ler e escrever, pois foi proibido de frequentar as escolas da província. Começou a nadar na adolescência como um escape à exclusão. Hoje, aos 25, é recordista mundial e conquistou o ouro na Paraolimpíada do Rio ao nadar os 100m costas.


Zheng provoca a todos nós. A cada pernada, o chinês desconstrói pensamentos preconcebidos ou qualquer impressão que possa ser criada sobre suas aparentes desvantagens.


Escancarar ao mundo a potência de qualquer atleta com deficiência tem um efeito quase subversivo. Suprime nossa arrogância de acreditar que somos capazes de mensurar a capacidade do outro, provocando um pensamento para além do espectro esportivo. Amplia nosso olhar para possibilidades -as nossas, inclusive.

Leia a ÍNTEGRA DO ARTIGO, publicado no jornal "Folha de S.Paulo", em 21/03/2016 

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