"A Lei de Maluf", por Sérgio Lazzarini
06 de Junho de 2016
Em recente entrevista, Paulo Maluf declarou que o ofício de deputado federal é "tranquilo". Explicou: "Trabalho terça, quarta e quinta metade do tempo. Faço de conta que estou trabalhando". E qual seria a implicação de não trabalhar muito? Nenhuma. "É só dizer que sou candidato que estou eleito". Eis então a Lei de Maluf: deputado não precisa trabalhar muito e ainda por cima consegue emprego. 

Certamente há exceções, mas a lei reflete como atuam nossos congressistas. No dia da votação do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff, muitas pessoas se assustaram com a qualidade do discurso e das justificativas do voto dos deputados. Analistas políticos prontamente explicaram que o Congresso apenas reflete o que somos. Mas a Lei de Maluf sugere que a situação é ainda pior: o Congresso está longe de fazer o que lhe é atribuído e quase ninguém reclama. Um Congresso que não tem desafios e não presta contas aos eleitores não pode ser um bom Congresso. Que tal então darmos trabalho aos congressistas?

Leia aqui a ÍNTEGRA do artigo, publicado na edição de 08/06/2016 da revista "Veja"

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