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'Se Temer fizer um terço do prometido, já será positivo', diz Mansueto Almeida

Fonte: O Estado de S. Paulo
em 08 de Maio de 2016
O economista Mansueto Almeida tem uma convivência tão próxima e regular com as contas públicas que cita de cabeça os números das despesas e das receitas. Com base no que vê lá – e não é nada bom –, avisa que um eventual governo de transição do vice-presidente Michel Temer não tem chance de colocar a contabilidade da União no azul. “O desafio é não deixar o déficit aumentar e reduzi-lo para que, em 2017 e 2018, seja menor”, diz ele. Na sua opinião, no contexto de recessão, não há como cumprir a tarefa sem a ajuda de mais impostos: “Alguns amigos não concordam comigo, mas, no curto prazo, será preciso aumentar a carga tributária”. O mais importante, na avaliação dele, é que uma eventual nova equipe econômica seja ágil. “Os analistas vão ficar esperando uns quatro meses para ver qual vai ser a cara de um novo governo. Quanto mais medidas conseguirem tirar do papel, melhor. Vai estendendo a lua de mel”, diz. Não será fácil, porque há muito trabalho a fazer e pouco tempo. “Basicamente, a agenda que o Brasil precisa fazer é quase voltar atrás em tudo que foi feito nos últimos sete anos.” A seguir, os principais trechos da entrevista que concedeu ao Estado. 
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