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Dilma reitera tese do golpe, mas não assegura apoios

Fonte: O Estado de S.Paulo
em 30 de Agosto de 2016
BRASÍLIA - Ao se defender no plenário do Senado, a presidente afastada Dilma Rousseff reiterou nesta segunda-feira a versão de que o processo de impeachment é um “golpe na Constituição” que “resultará na eleição indireta de um governo usurpador”. Em seu pronunciamento de cerca de 45 minutos e em respostas aos senadores em uma sessão que durou quase 14 horas, a petista negou ter cometido crime de responsabilidade e atacou a gestão interina de Michel Temer. Considerada a última cartada para tentar impedir a condenação, a presença de Dilma no Senado não serviu para reverter votos favoráveis ao impeachment, como admitiram aliados, ou conquistar apoios de indecisos na votação final – prevista para ocorrer nesta terça-feira e terminar na madrugada de quarta-feira. Ciente das dificuldades, a defesa da petista já prepara um recurso ao Supremo Tribunal Federal caso o Senado confirme o afastamento definitivo.
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