31 de JAN. de 2017
Vencer o desemprego
31 de Janeiro de 2017
Números divulgados nesta manhã pelo IBGE dão contornos definitivos à maior tragédia produzida pela ruinosa política econômica petista: o desemprego atingiu patamares recordes no último ano da gestão de Dilma Rousseff. Reverter este estrago deve ser o maior objetivo do novo governo, já que voltar a ter um emprego é o maior sonho de quem o PT colocou na rua da amargura.

Em dezembro, a taxa de desemprego bateu em 12%, a mais alta da série medida pelo IBGE, de acordo com a Pnad Contínua. Na média anual, ficou em 11,5%, com alta de três pontos percentuais sobre 2015. Isso significa que 12,3 milhões de brasileiros estão sem emprego. Em um ano, o exército de desempregados engrossou em 3,2 milhões de pessoas, com aumento de 37%.


Vai ter petista apressadinho – e leviano como sempre – querendo imputar a destruição massiva de postos de trabalho a uma suposta “política de arrocho” do governo Michel Temer. Alto lá! Entre a reeleição e o impeachment de Dilma, nada menos que 5 milhões de brasileiros perderam seus empregos; desde então, foram mais 700 mil.

Infelizmente, porém, ainda não batemos no fundo do poço. Analistas são unânimes em prever que a taxa continuará aumentando até meados deste ano para só então começar a declinar – algumas de 21 consultorias ouvidas pelo Valor Econômico estimam que o índice chegará a algo como 13% até o fim deste semestre. A dinâmica própria da atividade econômica explica.

Como a economia começa a dar sinais, ainda que tímidos, de ressurreição, mais pessoas se animarão a buscar trabalho e as taxas de desemprego, num primeiro momento, subirão. No período seguinte, que deve acontecer lá pelo terceiro trimestre do ano, as empresas, finalmente, começarão a contratar e os percentuais poderão, finalmente, começar a cair. Oxalá.

Os dados recentes já mostram alguma melhora. A taxa medida pelo IBGE está estável desde o trimestre terminado em agosto, ou seja, há cinco medições. Já de acordo com o Caged, o total de postos de trabalho eliminados em 2016 (1,32 milhão) foi 15% menor que um ano antes (1,55 milhão). É melhora pouca, mas já é alguma coisa.

2017 será um ano de fortes mudanças no país, agora que a área está limpa do desastre petista. O desafio é levar adiante as reformas que o país precisa para voltar a crescer e, como consequência, obter o mais almejado objetivo: gerar empregos para devolver a milhões de lares a tranquilidade perdida com a recessão.

Que não restem dúvidas: quem produziu a crise e o desemprego tamanho GG que a acompanha foram as escolhas equivocadas dos governos petistas. À gestão atual cabe o papel de retificar o caminho, repondo o país na trilha do desenvolvimento, do bem-estar e da geração de riqueza. Vencer o desemprego é a meta maior.

- Carta de Formulação e Mobilização Política Nº 1.515 

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