15 de DEZ. de 2016
Mais um Prego no Caixão
15 de Dezembro de 2016

Indicador de atividade do BC confirma que o quadro da economia brasileira segue grave no quarto trimestre. Sinal dramático da crise, desemprego também é o maior da nossa história


A primeira prévia de que a economia brasileira continua derretendo, como se temia, foi confirmada nesta manhã pelo Banco Central. A atividade voltou a cair em outubro, pelo quarto mês seguido. A recessão provocada pela irresponsabilidade e incompetência petistas caminha a passos largos para completar seu terceiro aniversário, a mais longa e profunda da nossa história, o que só reforça a urgência e a necessidade de medidas macro e microeconômicas para se reverter essa trajetória o mais rápido possível.


Segundo o Índice de Atividade Econômica do BC (IBC-Br), a economia nacional recuou 0,48% em outubro, inaugurando o último trimestre do ano com novas baixas. No acumulado em 12 meses, o PIB brasileiro, segundo este mesmo indicador, diminuiu 5,29%.


O índice do BC é apenas uma aproximação das contas nacionais oficiais, calculadas e divulgadas pelo IBGE. Só em fins de fevereiro ou início de março do ano que vem será possível saber com precisão qual terá sido o tamanho do tombo do PIB brasileiro neste ano, ainda como parte da herança maldita que o Brasil recebeu do PT.


Um resumo parcial da recessão, que já dura dez trimestres, mostra que a soma de bens e serviços produzidos no país já decaiu 8,3% desde o início da crise, em meados de 2014. O ano de 2016 caminha para fechar com recuo próximo de 3,5%, de acordo com as estimativas reunidas pelo BC por meio do Boletim Focus, e que se soma aos 3,8% do tombo anotado em 2015.


Para 2017, o tênue otimismo que existia foi aos poucos sendo substituído por um realismo em estado de atenção. Segundo a mesma fonte de aferição do BC, há oito semanas consecutivas os prognósticos para o próximo ano vêm mergulhando e encontram-se agora em 0,7%, para muitos ainda um cenário considerado benigno, diante do estrago herdado pelo atual governo.


A crise deve ser medida nos seus efeitos mais diretos sobre a vida dos brasileiros. Nesse sentido, é significativo que a queda da renda per capita - ou seja, a estimativa de toda a riqueza nacional dividida pelo total de habitantes do país - já supere o tombo da "década perdida" dos anos 1980 e 1990. Chega a 10,3% desde o segundo trimestre de 2014. Em outras palavras, a Nova Matriz Econômica do PT foi mais destruidora para a renda das famílias do que o dragão da hiperinflação.


Do lado do mercado de trabalho, a crise atual também é a mais feia da história. No início desta semana, o Valor Econômico noticiou pesquisa feita por uma dupla de professores da FGV segundo a qual a taxa de desemprego vigente é a maior no país pelo menos desde 1992, ou seja, desde quando há estatísticas passíveis de serem comparadas.


Os 11,8% atuais batem as marcas registradas em 1998, 2003 e 2009, anteriormente as datas com maiores patamares aferidos pelo IBGE por meio das pesquisas PME, Pnad e Pnad Contínua. Os pesquisadores apostam que o índice ainda vai subir mais até chegar em 12,2%. Em abril passado, o Instituto Teotônio Vilela já havia mostrado que o governo Dilma Rousseff havia feito do Brasil, em 2015, o país que mais desempregava em todo o mundo.


Este acúmulo de indicadores negativos apenas salienta o tamanho da destruição de que o Brasil está sendo vítima. Colhem-se hoje os efeitos retardados das más políticas levadas adiante pelo PT ao longo de 13 anos em que quase nada se reformou e muito se arruinou no país. A tarefa da reconstrução, vê-se a cada dia, será árdua e exigirá compromisso total dos que almejam a retomada do crescimento econômico e a recuperação do emprego e da renda dos brasileiros. 

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