06 de SET. de 2016
Depois do Petrolão, o "Pensalão"
06 de Setembro de 2016
No começo era o mensalão, que a história converteu em mera "piada de salão", como profetizara Delúbio Soares. Depois veio o petrolão, que arrasou a outrora maior empresa pública do país. Seu primo-irmão foi o eletrolão, com o curto-circuito que incinerou as estatais do setor de energia. Agora é a vez do "pensalão", sorvendo a poupança que milhões de trabalhadores tinham depositada em fundos de pensão.

Assim pode ser resumida a saga de assalto do PT aos cofres públicos ao longo dos 13 anos e 8 meses de desgoverno comandado pelo partido. Não houve limite para a sanha dos partidários de Dilma e Lula, os mesmos que agora ocupam ruas para dizer que defendem o "patrimônio do povo" de "golpistas". Curiosa noção esta gente tem das coisas.

Na operação deflagrada ontem pela Polícia Federal, foram identificados desvios de R$ 8 bilhões em quatro dos principais fundos de pensão do país. Todos eram controlados pelo PT e pelo PMDB. Entre os sorvedouros do dinheiro dos trabalhadores nos fundos está o edifício onde Lula tem um tríplex à beira-mar.

A suspeita em relação aos maus negócios feitos por estas entidades, convertidas em braços do aparelho petista, haviam sido levantadas pelo PSDB, que há dois anos solicitou as investigações. O rombo pode ter chegado a R$ 50 bilhões.

Estima-se que 1,3 milhão de pessoas tenham sido lesadas. São trabalhadores, aposentados e pensionistas, gente que o PT bate no peito para falar que defende. Vê-se com clareza como... Gente que teve suas poupanças com vistas a uma aposentadoria mais tranquila dragada pelos gatunos petistas. Pessoas que hoje já perdem parte de seus salários para ter que cobrir os rombos criados pela roubalheira patrocinada pelo PT.

A atuação temerária dos fundos de pensão das maiores estatais, como Previ (Banco do Brasil), Funcef (Caixa), Petros (Petrobras) e Postalis (Correios), já havia sido alvo de uma CPI na Câmara. Como resultado, os oito meses de investigações encontraram irregularidades que levaram à sugestão de 353 indiciamentos ao Ministério Público.

Em estudo recente, o Instituto Teotônio Vilela mostrou que a destruição dos fundos de pensão foi obra de longo prazo dos petistas. O déficit nas contas dessas organizações cresceu 16 vezes desde 2010. Em cinco anos, as entidades de previdência complementar acumularam rombo de R$ 153 bilhões. Metade deste valor deu-se apenas no ano passado.

As revelações da Operação Greenfield tornam ainda mais prementes as mudanças propostas em projeto de lei do Senado (n° 388/2015) de autoria do senador Paulo Bauer (PSDB-SC), relatado pelo senador Aécio Neves. A proposição disciplina a escolha de diretores de fundos de pensão, reduzindo a influência política e impedindo que dirigentes partidários tomem assento no comando destas instituições. É hora de defender, de fato, o patrimônio do trabalhador.

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