24 de FEV. de 2017
As maiores vítimas
24 de Fevereiro de 2017

Jovens, negros, pardos e mulheres são os principais prejudicados pela maior maldade legada pelos governos petistas aos brasileiros: o desemprego


Jovens, negros, pardos e mulheres são as principais vítimas da maior maldade legada pelos governos petistas aos brasileiros: o desemprego. Mais uma vez, fica claro que aqueles que, nos discursos, deveriam ser os mais protegidos e beneficiados pela política social dos governos Lula e Dilma são, na realidade, os mais sacrificados.


O desemprego é geral e atinge a todos de forma ampla. Mas penaliza as populações mais vulneráveis com ímpeto multiplicado. Que estratégia social foi esta que deixou intocadas iniquidades seculares da sociedade brasileira? A resposta evidente é que as políticas do PT nada devotaram-se a atacar o problema. 


A situação é desesperadora para os mais jovens. Entre os que têm entre 18 e 24 anos, ou seja, a faixa etária de quem está concluindo a educação básica e/ou saindo de uma faculdade, 26% estavam desempregados no último trimestre de 2016. A alta é de 33% em um ano. De cada cinco aprendizes (14 a 17 anos) que procuram trabalho, só três conseguem.


A taxa de desemprego entre pretos e pardos é 20% mais alta que a média geral. Quando comparada à dos brasileiros brancos, é 52% maior - foi a primeira vez que o dado foi divulgado com este corte pelo IBGE. Seu rendimento médio é pouco mais da metade dos trabalhadores de raça branca. Ou seja, o país continua tão injusto e desigual quanto antanho. 


Entre as mulheres, o desemprego é 30% mais alto do que entre homens. Em todas as unidades da federação, o desemprego bateu recorde no último trimestre do ano passado. A situação é pior no Nordeste, com 16,5% de desemprego em média.


O desemprego não é exclusividade de grupos específicos. Existem hoje no país 24,3 milhões de pessoas sem trabalho, aí considerados os desocupados propriamente ditos, os subocupados (que trabalham menos de 40 horas semanais) e os desalentados, aqueles que, diante da dificuldade de encontrar alguma ocupação, simplesmente desistiram de procurar. Desde 2014, a alta é de 46%.


Também está mais demorado encontrar uma vaga para se recolocar. Há 4,5 milhões de brasileiros que procuram há mais de um ano por um emprego e não conseguem achar. São quase 40% do exército de desocupados existente hoje no país. Em dois anos, o número de pessoas nesta situação mais que dobrou (103%).


No primeiro mês do ano, o mercado de trabalho manteve-se em baixa. A taxa de desocupação chegou ao recorde de 12,6%, conforme divulgou o IBGE na manhã desta sexta-feira. Em três anos, o índice dobrou e agora há 12,9 milhões de desempregados. Este quadro ainda deve persistir ao longo do ano, mas a economia começa a dar sinais de recuperação. Quanto antes se consolidar a retomada do crescimento - e isso está diretamente ligado à agenda de reformas do governo -, mais cedo devolveremos a esperança dos brasileiros que buscam um trabalho para sustentar suas famílias.

Comentários