15 de OUT. de 2014
Terrorismo golpista (Carta 1011)
15 de Outubro de 2014
Carta de Formulação e Mobilização Política, 15 de outubro de 2014, No. 1011

Toda véspera de eleição a história se repete. Sempre que se vê em apuros, o PT esperneia, mente, deturpa, apela. Às suas armas habituais, os petistas agora agregam a tese de “golpe”. Tudo porque estão a um passo de perder o poder.

A tese não veio a público pela boca de algum dos muitos petistas mais radicais, dispostos a tudo para não perder sua boquinha no governo. Foi vocalizada pela própria candidata à reeleição, a presidente da República em pessoa, na última sexta-feira.

Dilma Rousseff lançou a pregação a propósito das mais novas revelações do assalto à Petrobras perpetrado pelo grupo político que comanda o país há 12 anos. A partir de novos depoimentos de Paulo Roberto Costa à Justiça feitos na semana passada, ficamos sabendo que 2% do valor dos contratos da empresa ia para o cofre do PT. Estima-se, por baixo, que isso dê a bagatela de uns R$ 2 bilhões.

A candidata se disse “estarrecida” com o que considerou “vazamento” das gravações. Não manifestou, contudo, a mesma indignação com o conteúdo revelado pelo ex-diretor da Petrobras e também pelo doleiro Alberto Youssef nos depoimentos que vêm prestando. Dilma desconheceu também que os dados revelados são públicos, e não sigilosos.

Nas gravações que vieram à tona, os investigados revelam como funcionou, durante os últimos anos, o esquema que pode ter drenado R$ 10 bilhões da Petrobras. Empreiteiras eram escolhidas para executar obras e, em troca, se comprometiam a irrigar as contas do PT e de partidos da base governista no Congresso.

Para Dilma, fazer o Brasil saber que o patrimônio do povo brasileiro está sendo garfado pelo PT é “golpe” dos que investigam o caso. Livrar o aparato estatal destes cupins que estão se incrustando em todos os poros do Estado é “golpe”. Mas o mais grave: perder as eleições, para ela, só se for com “golpe”.

É fácil perceber o desapreço, para dizer o mínimo, de Dilma e seus petistas pelas instituições, pelos poderes de Estado, pelos valores democráticos, em suma. O sinal é claro: a candidata à reeleição e o partido dela não aceitam as regras do jogo, exceto se lhe são favoráveis.

É também por esta razão que os petistas transformam sua propaganda eleitoral no mais puro terrorismo. É o medo de quem não aceita o saudável preceito da alternância de poder, o medo da mudança que o cidadão brasileiro quer e vai ter.

Para o petismo, a revelação de que o partido surrupia o dinheiro dos brasileiros presta-se a “manipular a eleição”. Nada disso: é mais uma informação fundamental para que a população diga que não admite mais isso, que não se curva ao terror e dará um basta a este estado de descalabro quando voltar às urnas no fim da semana que vem.

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