16 de MAI. de 2014
PT na TV: mais um clássico de ficção e terror (Carta 919)
16 de Maio de 2014
Carta de Formulação e Mobilização Nacional, 16 de maio de 2014, No. 919

O pessoal do PT resolveu misturar gêneros em suas novas superproduções para a TV. Juntou filmes de horror, ficção e fantasia para exibir um presente que não existe e falsificar um passado que só a imaginação doentia e oportunista dos petistas é capaz de conceber. Tudo para vender aos eleitores um futuro improvável.

O partido que governa o país há 12 anos quer se apresentar à população como o portador dos ventos da mudança. Talvez nem eles mesmos estejam aguentando mais uma gestão tão ruim quanto a que faz Dilma Rousseff. Se eles ainda podem ter dúvidas, os brasileiros têm certeza: não suportam mais quatro anos com a atual presidente no comando.

A desfaçatez da propaganda petista não encontra limites. Agora, até crescimento econômico virou coisa de quem “torce contra”. Quando a onda era boa, e o Brasil surfava nela, os avanços do PIB brasileiro eram trombeteados gostosamente pelo petismo. Mas isso é passado; agora, dizem que fazer a economia crescer “não importa”.

É de se perguntar: de onde, então, virão os empregos, as melhores oportunidades de trabalho, a receita de impostos para o Estado tornar os serviços públicos minimamente decentes, os investimentos das empresas, a prosperidade dos cidadãos? Florescerão ofertados por algum salvador, possivelmente...

Embora seja Dilma quem vá buscar um novo mandato nas urnas em outubro, o PT foge mais que o diabo da cruz de mostrar aos brasileiros o que governo dela produziu desde 2011. O esforço é sempre em caracterizar a obra completa e não os tétricos atos recentes que a petista protagoniza. Ao contrário daquele velho slogan, pensam que o povo é bobo.

Mas não adianta. Pode-se cortar os períodos para baixo ou para cima, de frente ou de lado: com Lula ou com Dilma, sempre nos saímos pior que todos os demais países da América do Sul quando o assunto é a evolução do bem-estar da população. Duvidam?

O Brasil é hoje, exceto a Venezuela, o país que menos cresce em toda a América do Sul. Mas isso não é um feito exclusivo de Dilma, é obra de todo o PT: tal situação vem desde 2003, ou seja, desde que Luiz Inácio Lula da Silva ascendeu à presidência da República. Parece incrível, mas é a mais pura verdade.

Entre 2003 e 2013, enquanto o continente cresceu 60,7%, o Brasil avançou somente 45,7%. Neste período, nenhuma, nem uminha, economia sul-americana foi tão mal quanto a nossa. A Argentina e o Peru dobraram seu PIB no período, e até a Venezuela cresceu 61%, conforme atesta a série estatística da Cepal.

Os petistas odeiam ser comparados com outras realidades, mas o registro faz-se necessário: entre 1995 e 2002, uma época de vacas magérrimas em todo o mundo, o Brasil foi o quarto país que mais cresceu entre os sul-americanos, perdendo apenas para Chile, Peru e Bolívia, e acima da média do continente. Bem diferente da época atual.

Quem teve a pachorra de assistir ao programa do PT exibido na noite de ontem deve ter pensado que assistia a um gostoso filme da Sessão da Tarde, em que os malvados só pensam em fazer ruindade com os outros e os bonzinhos sempre aparecem para nos salvar da malvadeza. Bonzinhos, claro, são eles, os petistas. Sempre.

Quando Dilma aparece no vídeo para vender um rosário de realizações na infraestrutura, o telespectador – que, segundo a propaganda do PT, é “testemunha das grandes obras em andamento para melhorar os transportes públicos” – deve ter tombado para trás na cadeira. Em que país aquilo está acontecendo?

Quando a candidata diz que seu governo se notabiliza por “estabilidade, equilíbrio fiscal e uso correto dos recursos públicos”, os pequenos, médios e grandes empreendedores que não encontram confiança para pôr nem mais um centavo em seus negócios temendo o futuro, devem ter embrulhado o estômago. Já parecia filme de horror.

Mas o pior é Dilma dizendo que tem “pulso firme no combate à inflação”. Foi algo capaz de fazer as donas de casa que perdem o sono a cada vez que vão à feira e encontram o tomate mais caro colocarem as crianças fora da sala de TV, porque o programa já estava ficando impróprio demais para menores – e até para maiores.

Em mais um convescote ontem à noite com jornalistas, Dilma Rousseff disse que está tranquila quanto a sua reeleição, porque “a partir de agosto tem muito a mostrar”. Vamos, então, nos preparar para o mais longo festival de mentiras que a TV brasileira jamais exibiu. A julgar pelo que foi ao ar ontem, vai ter gosto para tudo: para quem aprecia terror e para quem adora ficção. A realidade vai continuar nos flagelando é fora da tela mesmo.

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