29 de AGO. de 2014
Dilma joga Brasil na recessão (Carta 979)
29 de Agosto de 2014
Carta de Formulação e Mobilização Política, 29 de agosto de 2014, No. 979

Dilma conseguiu o que poucos imaginavam, mas a oposição há muito vinha alertando: jogou o país numa recessão, algo que não acontecia desde a crise mundial de 2009. O Brasil não apenas parou de crescer como agora vê sua produção cair por dois trimestres consecutivos. Somos o patinho feio da hora.

A queda no segundo trimestre foi de 0,6% em relação ao trimestre anterior. O IBGE reviu o resultado do primeiro trimestre para -0,2%, configurando uma recessão técnica. Em três dos últimos quatro trimestres, a economia brasileira encolheu.

A crise brasileira é disseminada: exceto a agropecuária (0,2%), a produção de todos os setores recuou no segundo trimestre. De novo a indústria teve os piores resultados (-1,5%). Os investimentos caíram 5,3%, ou seja, o futuro também é ainda mais nebuloso.

Há poucas semanas, Dilma disse que “não sabia” por que o país apresentava números tão ruins na economia, dando a entender que sequer estava preocupada com isso – aliás, tem muita gente no PT que acha que crescer importa pouco mesmo...

Mas é bom que fique claro: quando o país cresce pouco, o governo tem menos dinheiro para obras, para hospitais, para escolas, os empregos começam a desaparecer e até a expansão de programas sociais fica mais difícil.

Sem o dinheiro do crescimento, tudo fica muito mais complicado, para o governo, para as pessoas. Pior ainda quando a economia mergulha em recessão, como esta em que ora estamos. Foi a este fundo do poço que Dilma nos conduziu.

A presidente vai querer culpar o resto do mundo por um problema que é exclusivamente do governo dela. Também não adianta acusar a Copa do Mundo, que, até que a bola rolasse, era tida pelo governo como grande chance de redenção da nossa economia.

Entre as principais economias que já divulgaram o resultado do segundo trimestre, só o Japão (-1,7%) saiu-se pior que o Brasil. Dos países que já tiveram o PIB de abril a junho conhecido, só nós e a Itália registraram recessão.

O resultado divulgado hoje pelo IBGE não é ponto fora da curva. No período Dilma, a economia brasileira foi a de menor crescimento entre todas as da América do Sul (6,4% acumulados). Na América Latina, a partir de 2011 só ganhamos de El Salvador.

Quando começou o governo, Dilma e sua equipe previam que o Brasil cresceria, em média, 5% ao ano. Agora não vamos chegar nem a 2%. Em termos econômicos, a petista é a pior presidente do país desde Fernando Collor, ou seja, em mais de 20 anos. Em 125 anos de República, só conseguiu superar dois presidentes – o outro é Floriano Peixoto.

Com um desempenho destes, a pergunta que fica é: por que dar a Dilma Rousseff mais quatro anos à frente do país e conceder-lhe a chance de afundar de vez o Brasil?

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